Segunda, 12 Novembro 2018 | Restrito

CERTIDOES

Localização

O Município de Nova Mamoré está localizado na porção noroeste/norte do Estado de Rondônia. Faz divisa com a República Federativa da Bolívia e o Rio Madeira, pela porção Oeste; com os Municípios de Porto Velho, Buritis de Campo Novo, na porção Leste; na porção Sul, com o Município de Guajará Mirim e, na porção Norte, com o Município de Porto Velho. Sua área geográfica é de 10.072 km², o que o coloca como o 4º município do Estado em extensão territorial. Em seu território encontram-se localizadas três reservas indígenas: Terras Indígenas Igarapé Ribeirão, Reserva dos Karipunas e Terras Indígenas Laje, bem como uma Unidade de Preservação Permanente, o Parque Estadual Guajará Mirim que,  apesar do nome,  encontra-se com 95% de sua área em território de Nova Mamoré. Em seu território também encontram-se parte do Parque Extrativista Jaci Paraná, do Parque Extrativista Preto, Parque Nacional Pacaás Novos e Terras indígenas Uru-eu-wau-wau. Suas vias de acesso: através de estrada: BR 425 e BR 421 (linha D). A BR 425 dá acesso à Porto Velho – 280 km de distância de Nova Mamoré e,  a Guajará-Mirim, distante  48 km de Nova Mamoré. A BR 421 dá acesso aos Distritos de Palmeiras e Nova Dimensão, estendendo-se até o Parque estadual Guajará-Mirim, na divisa com os Municípios de Campo Novo Buritis. (Coordenadoria Municipal de Planejamento, 2009).

Relevo

O território do Município de Nova Mamoré está localizado nas terras baixas da encosta setentrional do planalto brasileiro, cuja altitude média varia entre os 80 e 300 metros,  sendo que os pontos mais altos são classificados como colinas suavizadas.

 

Hidrografia

Sua hidrografia é constituída, pelas bacias dos Rios Mamoré e Madeira. Há, internamente, as micro-bacias dos rios Laje, Ribeirão, Araras e Taquara, sendo que nos três últimos encontram severos impactos ambientais, advindos da extração garimpeira e da derrubadas das matas ciliares, para o plantio de pastagem.

Clima

O clima predominante na região é de transição, do equatorial para o tropical quente-úmido, com duas estações definidas: seca e chuvosa. Segundo Koppen, citado no Projeto RADAM BRASIL (1978), o clima predominante no Estado é o tipo “Am”, que corresponde às florestas tropicais,  com chuvas do tipo monção. Caracteriza-se por elevadas precipitações, cujo total anual compensa a estação seca, permitindo a existência de floresta. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 24° C e os valores da Umidade Relativa entre 80% a 85%. A precipitação pluviométrica média anual varia entre 1750 mm e 2750 mm, respectivamente menor e maior índice. A insolação é cerca de 1908 horas/ano. O período seco corresponde aos meses de Maio a Setembro.

Vegetação

A cobertura original de Nova Mamoré (Mapa de vegetação do IBGE/SUDAM, 1989) aponta para Floresta Ombrófila Densa Submontana (Ds) e Aberta (As).

Nova Mamoré apresenta uma das mais elevadas taxas de desmatamento do Estado de Rondônia, em função da existência de grandes áreas de fazenda de criação extensiva de gado e devido aos projetos de assentamentos implantados.

Em virtude do termo de conduta, que obriga o Estado a cumprir a Lei Ambiental 2.166 que limita em 20% (vinte por cento) a área desmatada, o Município de Nova Mamoré encontra-se no limite do desmatamento, fato este que abre novas perspectivas para o município aproveitar seu alto potencial para projetos de manejo sustentável da floresta. Todavia, analisando-se o processo de ocupação e colonização de Nova Mamoré, fica evidente a substituição de áreas de florestas nativas por cultivo agrícola e gramíneas, para a formação de pastagens. A exploração do ouro, embora tenha sido localizado[1], também causou severos impactos ambientais no município, embora a extração de madeiras nobres, pelas madeireiras, tenha causado impactos menores, porém, foram significativos em relação à biodiversidade, provocando o empobrecimento genético e econômico das florestas nativas, que ainda não podem ser mensurados. Todas essas atividades continuam sendo praticadas no Município, porém de forma e intensidade distintas das décadas anteriores (1970 e 1980), em função das limitações dos recursos naturais, do contexto socioeconômico e de leis ambientais mais severas, com órgãos ambientais mais atuantes.

Solo

O solo, com maior incidência no Município, é o Latossolo Amarelo Álico, com sérias limitações ao desenvolvimento de culturas exigentes em condições ideais de fertilidade e acidez. Nesse solo, a fertilidade natural é baixa e o teor de alumínio tóxico é alto, impedindo o bom desenvolvimento de culturas básicas implantadas pela agricultura familiar, tais como, o arroz, milho e feijão. Também há ocorrência de solos da classe Podzólico Vermelho-Escuro Eutrófico.