A Prefeitura de Nova Mamoré deu um passo histórico ao apresentar a primeira política municipal voltada especificamente ao acolhimento, proteção e inclusão de pessoas neurodivergentes. A iniciativa, apresentada durante reunião com a AMAA, coloca o município na vanguarda das políticas públicas para este público em Rondônia.
Nesta segunda-feira, 2 de dezembro, a Prefeitura apresentou à AMAA – Associação de Ajuda Mútua aos Autistas de Nova Mamoré e Região o projeto arquitetônico do Centro de Convivência Popular – Casa do Autista, elaborado pela empresa J. Barros Projetos. O estudo foi desenvolvido com foco em inclusão, acessibilidade e acolhimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tornando-se um dos investimentos sociais mais significativos planejados para o município.
O prefeito Marcélio Brasileiro destacou que a nova política nasce de uma construção coletiva e responde a uma demanda urgente de famílias que, por muitos anos, enfrentaram o tema quase sozinhas. “Estamos criando uma rede de cuidado real, baseada em respeito, acompanhamento e inclusão.”, afirmou o prefeito
O projeto conta com o apoio do senador Confúcio Moura, que destinou uma emenda de R$ 3,5 milhões, garantindo a viabilidade do investimento.
“Nova Mamoré mostra maturidade e sensibilidade social. É assim que se constrói uma sociedade justa, começando pelos que mais precisam.”, destacou o senador, reforçando a importância de políticas permanentes para pessoas neurodivergentes.
Com esse avanço, Nova Mamoré se consolida como referência regional ao assumir um compromisso sólido com a inclusão e a dignidade humana, abrindo caminho para que outros municípios adotem iniciativas semelhantes.
Um equipamento inédito e humanizado
A Casa do Autista foi concebida para funcionar como um espaço de acolhimento, atendimento especializado e convivência. O espaço contará com salas de aula, ambientes terapêuticos para fisioterapia e psicanálise, setor administrativo, salas de atendimento, área de eventos, quadra coberta, cozinha, além de almoxarifado e depósito.
Cada ambiente foi planejado para atender às necessidades sensoriais e pedagógicas das pessoas com TEA, oferecendo orientação espacial clara, ambientes tranquilos e circulação fluida. A implantação privilegia o desenvolvimento horizontal, facilitando a compreensão do espaço e minimizando estímulos excessivos.
Conceito arquitetônico baseado em acolhimento e integração
A proposta adota cores suaves, como rosa e lilás, além de um padrão ondulado no fechamento externo, elementos que reforçam uma atmosfera de calma, movimento e harmonia. Internamente, a organização dos setores garante acessibilidade universal, autonomia e conforto sensorial.
Segundo a equipe responsável, o objetivo é criar um ambiente que transmita segurança e pertencimento, respeitando as particularidades do público atendido e promovendo convivência social em um espaço verdadeiramente humanizado.






